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DISTRESSED ASSETS

Em momentos de dificuldades e de crises econômicas, algumas modalidades de negócio reaparecem com fôlego.

É o que tem acontecido com os denominados distressed assets, que são ativos financeiros considerados de alto risco e, em regra, com retorno a longo prazo, consistentes na aquisição de créditos com problemas e que, por isso, podem ser negociados por um valor abaixo de mercado, tais como direitos de ações judiciais cíveis, tributárias e trabalhistas, precatórios, bens móveis e imóveis objeto de litígio, e outros ativos problemáticos.

Em regra, é feito um investimento em valor muito menor do que em outras circunstâncias, com previsão de retorno a longo prazo e até mesmo parcial, com valores altos ou que no mínimo superem o baixo valor da compra.

Grande parte dessas operações de crédito com elevadas aplicações financeiras, são feitas por fundos de investimento (vulture funds ou fundos abutres), e envolvem especialmente a compra de créditos diversos inadimplidos e normalmente já judicializados (são os denominados non perfoming loans - NPLs).

Em outros casos, e com envolvimento financeiro menor, os distressed assets tem atraído investidores individuais ou em grupo menor, como as equipes de gestão de crédito, conjuntos e formações de familiares e pequenas estruturas especializadas em operações envolvendo ativos de risco.

Mas, por envolver um negócio jurídico que complexo, até mesmo pela variedade de ativos existentes nessa categoria e também pela diversidade de situações problemáticas incidentes nesses créditos, é preciso saber que embora sejam na maioria das vezes adquiridos com considerável desconto, existem riscos que não podem ser negligenciados durante a fase de negociação e no contrato a ser assinado por investidores.

Nesse sentido, é importante que o ativo a ser adquirido tenha uma correta identificação, sejam destacados os pontos de garantia que oferecem e até mesmo a estratégia jurídica para a recuperação, a precificação e, inclusive, a pesquisa de impedimentos inerentes ao próprio vendedor, que impliquem em prejuízo ou na dificuldade de conclusão do negócio a ser desenvolvido.

Por isso, ainda que sejam ótimas oportunidades para que se garanta um ativo que no futuro, e após algum desembaraço, terá alto valor, é indispensável que o negócio seja conduzido ou conte com assessoramento de empresas corretoras financeiras e um corpo jurídico especializado.

Isso evitará a descoberta de riscos não contabilizados no momento da formação do contrato, e otimizará o resultado do investidor no momento do resgate do ativo financeiro.


 
 
 

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